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1 de ago. de 2011

Nova Música - Fim do mês

Fim do mês

Lembra de quando o tempo costumava demorar a passar?

E da ansiedade que era pra gente se encontrar?

Naquele tempo a tarde a gente sempre ia pro mesmo lugar

Era tão bom não ter que se preocupar

De novo com o final do mês.

Somos todos em geral iguais

E de todos esperamos nada de mais

Além de tudo que já tivemos um dia

Hoje quase nem temos mais coração

Não temos tempo pra vida, pra ver as coisas que sempre nos fizeram bem

Hoje não somos mais presos pela emoção

Vivemos agitados e preocupados, sem saber direito pra onde ir e o que fazer

E hoje já é final do mês.

Somos todos em geral iguais

E de todos esperamos nada de mais

Além de tudo que já tivemos um dia

Mas eu prometo consertar o chuveiro amanhã

E te ajudar com a casa se você me deixar estudar de madrugada

No fim de semana a gente faz as compras de casa

E se sobrar tempo a gente faz alguma coisa que nos traga uns sorrisos de alegria

Mas tem que ser antes do fim do mês

Por que depois temos as contas pra pagar, os filhos pra criar, e nossa vida vai seguir toda vez

16 de jan. de 2011

Musicas E A Vida

Reação em cadeia, Nickelback, Incubus, Mr. Big, System of a Down, U2, AC/DC, Legião Urbana... Não necessáriamente nessa ordem e não somente estas, mas são as bandas que movem caras como eu e meus amigos a buscar energia e inspiração em outra coisa.

Eu não tinha percebido até hoje a tarde e o momento em que escrevi o texto anterior o quanto as minhas músicas favoritas me fazem falta. Sabem, antigamente eu ia trabalhar de bicicleta ouvindo meu MP4 com as minhas músicas favoritas, dormia ouvindo elas, e acordava assim. Hoje, por estar sem os mizeros fones eu não faço mais isso.

Se eu vizer uma avaliação daquele Junior pro Junior de hoje, vou ver que me desloquei de muita coisa, deixei de ser crítico, me tornei mais introvertido e principalmente acomodado.

Vou comprar fones de ouvido amanhã!

É bem provavel que as pessoas me vejam mais na internet nos proximos dias, por conta dos downloads e porque eu sei que isso vai me trazer de volta ao mundinho de antes.

Tudo isso em uma tarde, mas eu sei que preciso ser menos teimoso, aceitar críticas as vezes, menos exagerado, menos passivo, com mais atitude, reclamar menos e me ver menos como a vitima da história.

To tentando mudar isso tudo porque tenho motivos sérios para tal.


Ah! Lembram da TV? Voltou a funcionar. E eu voltei pro God of War!

Boa semana pra vocês leitores que ainda existem por ai.

Aquele abraço!





Promise Her The Moon - Mr. Big

A Ela Prometerei a Lua
Hey, yeah yeah

Você não sabe o que tem
Até que o amor tenha quase se esgotado
Desta vez ela está desistindo
Parado em estado de choque
Eu deveria ter previsto isso
Agora é tarde demais para acordar
A mente dela está feita,
eu sei, o sonho acabou
Mas meu coração simplesmente não desiste fácil
Ela é boa demais para ser esquecida
Boa demais pra ser de verdade
Antes que meu mundo seja destruído

A ela prometerei a lua
A ela prometerei a lua

Eu estava cego demais para notá-la
Envolvido comigo mesmo
Trabalhando demais, noite e dia
Pensei que estávamos tão seguros
Não posso imaginar que outro alguém
Poderia vir entre nós
E levá-la embora
A mente dela está feita,
eu sei o sonho acabou
Mas meu coração simplesmente não desiste fácil
Ela é boa demais para ser esquecida
Boa demais pra ser de verdade
Antes que meu mundo seja destruído

A ela prometerei a Lua
A ela prometerei a Lua

E sempre que ela me esperou
Eu nunca disse: "Eu te amo"
Mas mantive isto dentro de minha alma
E a todo tempo fui um tolo

yeah, yeah yeah.

Quase Perfeito, Não Fosse o FIM.

Eu ando tendo uma vida que eu nunca quis. Isso todo mundo sabe. Mas novamente eu preciso me abrir, deixar sair sabe? Até porque eu não ando tendo saco pra algumas coisas. Sabe, eu ando me explicando demais, provando demais, sendo o que todo mundo quer. E com isso eu esqueço que eu era quem deveria estar ME fazendo feliz. Eu preciso de alguém de longe perto de mim. E preciso de algumas pessoas de perto, BEM longe. Isso ja facilitaria muita coisa. Não ando com tempo e cabeça para escrever. Sumi do blog, sumi do mundo e me arrependo disso, de ter perdido muitos vinculos que me tornavam uma pessoa que sonhava, acreditava e tentava fazer de tudo pra melhorar as coisas. Melhorar o mundo.


Acho que fiquei adulto finalmente. Afinal é domingo a tarde e eu estou fazendo uma importação no sistema para o meu trabalho, quando poderia estar fazendo outra coisa que fosse.

Acho que eu perdi as minhas virtudes todas por não saber exatamente como lidar com o mundo.

Perdi todas as musicas do computador e até agora não tive saco para baixar tudo novamente (maldito técnico sem mãe!).

Sem musicas, sem meus textos e com os amigos sumindo aos poucos, o que me resta é o playstation. E a minha TV quebrou, aparecem listras brancas no meio dela, alguem sabe como eu arrumo isso numa TV que ja tem 15 anos?

Alguem sabe como eu faço pra que as pessoas notem que as vezes eu não as procuro porque cansei de ouvir não???

Alguem sabe como eu recupero a minha vida???

Aquele abraço.


25 de out. de 2010

Vida que eu não queria

Escrevi tantas vezes sobre desilusão, sobre depressão, solidão e sobre vontades ocultas. Disse tantas vezes que eu não agüentava mais sentir o que sentia. Mas agora, o que eu vivo nesse momento parece ser bem mais inclinado para um lado destrutivo do que o que eu vivia anteriormente. Naqueles tempos eu ainda tinha controle sobre a minha vida. Hoje em dia eu sou obrigado a viver uma vida que não escolhi, que não quero e que não pedi.

Por conta disso eu fico correndo de um lado pra outro procurando algum tipo de conforto pra essa revolta que anda crescendo aqui com relação a isso.

A minha pergunta de sempre volta a tona como um raio:

Até quando, quanto uma pessoa é capaz de agüentar?

Abraço.

24 de out. de 2010

Sarcasmo é Mesmo o Máximo!

É isso mesmo.
Pouca gente sabe que por trás do bondozo rapaz que sempre escreveu estas linhas e que sofria de tantas emoções contidas e disparadas por meio de textos existe um fã de dois personagens muito interessantes dos cinemas e seriados. O Coringa do Batman e o grandioso Dr. House.

Por que?

Simples. Dizem o que pensam mas não pensam no que dizem. São diretos e conseguem se divertir com isto. Como a pergunta do Coringa que fica sempre no ar. por que tão sério?

É como perguntar a um paciente terminal de câncer, por que você não ri?

Respostas mil existem para esta questão. Mas não me interesso por nenhuma delas. Por que? Porque eu sou na realidade um animal sarcástico e me divirto com o desconforto que estas perguntas causam.

Eu gosto mesmo é de pensar que eu quero mais é que se danem todos os conceitos básicos, é muito mais simples descobrir como são as pessoas quando você as coloca em prova. Quando você as tira do seu mundinho básico e fechado e coloca em situações diferentes, que as fazem pensar e mostrar o que realmente escondem. É assim que o House encontra as doenças, como no episódio em que ele descobre um tumor no paciente com base na imagem do cara na televisão. É genial (eu sei que é ficção, mas ainda assim é genial).

E assim eu continuo. Acho que a inspiração que eu procurava parte disso. Deste fato de eu querer saber MESMO quem eu sou, e quem são as pessoas que me cercam.

Os resultados estão sendo no minimo divertidos. Então, por que não rir? Por que tão sério? hahahahaha.


Eu juro que volto a escrever frequentemente dependendo da audiência.

Aquele abraço.

Seguindo o modelo do vini, aqui vai um vídeozinho pra terminar o domingo bem tranquilo.

8 de set. de 2010

Shows com os amigos.

Sempre me fez bem, nunca tive tanta necessidade de algo, como ir lá no meio de toda aquela gente estranha e gritar bem alto as letras que giram na minha cabeça nos dias em que não estou legal.
Mas ultimamente tudo isso esta sendo tão difícil de acontecer que eu quase perdi o prumo.
Sabe, volta e meia eu sinto que falta alguma coisa, falta aquele calor que move a gente a continuar, falta aquela vida que brilhava nos olhos e nos fazia ir mais e mais longe. Falta tudo.
Temos tudo que sempre quisemos e bem no fim não temos nada. Pelo menos eu me sinto assim. Eu tenho um bom emprego, família e tudo mais, mas sempre falta algo.
É como se eu estivesse procurando a bolinha da felicidade da qual já falei. Mas no fim das contas eu chego a acreditar que essa coisa nem existe. Que é uma mentira contada todos os dias pelas pessoas pra que a gente continue lutando roboticamente feito um bando de idiotas por coisas que não nos trazem retorno.
Eu to extremamente cansado. No sentido de estar esgotado mesmo sabe?
É como se eu precisasse dormir por uns quinze dias pra recuperar o peso que eu sinto nos ombros.
Acho que no fim é isso. É a insônia que está me derrubando. Mas e aquele buraco que eu tenho dentro do peito é culpa do que?

Desculpem.

Aquele abraço.

Ah! Foi muito bom ter a companhia de vocês quando precisei. Obrigado :D

14 de jan. de 2010

Exercício.

Alguma vez você parou pra pensar ao certo em QUEM você é? Ou O QUE você é?

Dificilmente.

Ontem eu comecei a analisar isso, e coloquei a ideia no papel. Minha base partiu daquele meu lance de acreditar veemente em AMOR.

Acredito que sou uma parcela de amor. Fruto de um amor bem maior do que eu mesmo posso conhecer. Mas essa minha parcela se divide sempre em quantidades iguais, e mesmo sendo pequena é sempre mais do que suficiente. Acredito que eu seja capaz de difundir e dividir o amor que sinto e sou com as pessoas com as quais me relaciono, amigos, família, namorada, colegas de faculdade ou trabalho, etc. E essa divisão é sempre gradual, quanto maior a relação, ou mais estreita ela é, mais eu despejo minha incondicional parcela de amor.

Como expliquei ontem a uma amiga, é tudo questão de saber qual é o teu limite para tratar bem ou mal uma pessoa. Se você passa a ela amor, dificilmente tratará essa pessoa mal. Tenho pra mim que é mais simples dividir minha parte boa em amor e passar adiante este amor do que ficar vivendo com os rancores de uma discussão ou perder tempo com bobagens e mágoas sem sentido algum.

É como exercitar a capacidade de se relacionar BEM com as pessoas. Um exercício diário e bem complicado, mas que traz muita felicidade no fim das contas.

Vocês deveriam tentar.

Sim, respondendo aos que pediram, o Silencio Ensurdecedor voltou pra salvar as suas vidas mortais incrédulos!

Brincadeira.

Aquele abraço!

28 de out. de 2009

Descobertas dos 21

21 anos. Sou efetivamente maior de idade. Como isso muda minha vida?
Teóricamente, em NADA. Mas ao completar 21 anos, me dei conta do que estava fazendo dessa vida e do que esperava dela. Refleti, me abstive e depois voltei com respostas, sonhos, com possibilidades de mudar o rumo das coisas. Aceitei meus erros mais revoltantes e procurei saber quais pessoas a minha volta realmente importavam PARA MIM. Fui egoísta sim, eu admito. Mas percebi em cada rosto, em cada resposta a verdade por trás das máscaras. Máscaras estas
eu eu pensava ser o único a não ver, o que não passava de um blefe da minha mente para tentar salvar aquelas almas perdidas.

Descobri o que ou quem é Deus, e porque tanta gente o venera e o aceita a cada dia. Descobri sua paz, seu amor, e mais do que isso, descobri que ele é um amigo perfeito.

Além dele descobri pessoas, mundos e histórias que se entrelaçaram com a minha de forma tão bem feita que o nó é impossível de desfazer. Então encontrei verdadeiramente AMIGOS, perto e longe de mim.

É legal saber com quem eu posso contar hoje.
Mas é melhor saber com quem eu vou poder contar amanhã ou daqui a vinte anos.

Nos últimos dias, depois da revolta das ondas do mar sobre minhas ideias, descobri um anjo, que promete recuperar as minhas asas, e encontrei algumas pedras preciosas da vida. Coisas essas que já decidi não perder NUNCA, nem daqui a vinte anos.

Lembram do post sobre meu novo "look"? Ele se confirmou. Tudo é mais claro do que a água limpa da chuva. Isso deve explicar a redução de 15% dos meus contatos online no MSN, e também a diminuição dos telefonemas e dos "eu te amo" recebidos.

Descobri um novo eu, a muito tempo escondido por baixo dos cabelos que cortei, esperando para aparecer, para dar o ar da sua graça. Descobri uma força e alguns novos super poderes. E o mais legal, descobri dois valores que já imaginava não existirem mais. Descobri o Amor Incondicional e Inquestionável e descobri a perfeição da Amizade Indubitável.

Maturidade é algo que eu sempre pensei der, mas de repente vi que levei vinte e um anos acreditando que tinha algo de maduro, e no fim das contas não passava de um fruto verde.

Por fim, numa noite de segunda-feira, no momento mais inoportuno para tal descoberta, descobri a FELICIDADE.

Agora lhes digo, com meus novos poderes e descobertas, reabro as atividades do esquecido eu que todos amavam na esperança de que eu me torne o mais rápido possível um fruto maduro e saudável.


Cuidem-se. E qualquer coisa gritem.

16 de out. de 2009

Acordar...



Ontem na sala de aula me assustei. Do nada percebi que a pelo menos quatro meses eu não estava presente naquele lugar. Não que eu estivesse faltando com freqüência, meu corpo esteve lá. Mas a minha cabeção não. Os exercícios entregues pelo professor para resolução me pareceram escritos em outra língua. Eu não tinha anotações e nem lembranças na cabeça sobre o assunto. Eu estive na sala, mas simplesmente não vivi.

Depois disso e de resolver os exercícios eu comecei a avaliar a situação. Vi que me afastei dos amigos, dos amores, das coisas que me faziam bem para simplesmente existir, perambulando pela vida das pessoas sem me dar conta que mal fiz parte delas.

Depois disso sai com alguns amigos pra me distrair. E vi que talvez eu tenha até saído mais vezes nesses meses e não tenha sido o mesmo. Não vi as coisas acontecendo do mesmo jeito. Não fui amigo deles. Não estava lá quando aconteceram determinados fatos... Eu era simplesmente uma coisa. Ocupava espaço sem participar dele.

Comecei então a analisar o por que disso. E foi ai que eu percebi onde eu errei, onde me deixei perder. Eu estava evitando as pessoas. Estava com medo delas. Me trancando no meu próprio mundinho mais uma vez. Mesmo maduro e forte o suficiente pra decidir entre aceitar esse mundinho ou tentar jogar a bola pra frente e confrontar a dor que me consumia, eu simplesmente optei pelo mais fácil. Optei pela inconsciência. Cai no meu próprio clichê. Fui vitimado pela minha própria inconsistência.

Voltei a existir e esqueci de viver.

O complicado disso tudo é que eu não me senti como das outras vezes, não estava tão triste a esse ponto. Estava realmente sínico, estava sendo meu inimigo por querer. Estava tão acostumado com a força que adquiro quando fico sozinho e inerte que praticamente a escolhi, desejei. Eu quis aquela inconsciência que me tornava invencível. Imortal e capaz de mudar o curso de todas as coisas. Era bom e tranqüilizador me desligar quando possíveis problemas estavam por aparecer

Meses e meses sem me importar se magoaria alguém, se iria ferir alguém. Pelo meu próprio prazer cavei a cova de sempre. Me senti imóvel mas depois percebi que podia ser mais rápido e forte que tudo. Transformei tudo em força pura, transformei amor em raiva e joguei tudo contra todos. Sumi, me tranquei.

Quem precisou de mim não encontrou. Neguei abraços e sorrisos. Demorei pra perceber isso. Demorei pra entender isso. Entender que gosto da solidão. E que ela me torna um melhor jogador do meu baralho de almas a salvar.

E agora vem minha nova batalha. Aquilo que meu corpo quer contra o que meu coração não deseja mais. O sabor de resistir as tentações, de luar contra meus próprios males me faz acordar de manhã e sentir o cheiro da vida. Conseguir resistir a si mesmo e aos seus limites é mais reconfortante. Faz com que a gente se sinta imortal, invencível.

E é assim que eu me levanto hoje. Farejando uma nova chance.